Por Weverton Silva, Psicólogo Online

O psicólogo especialista em Superdotação ou Altas Habilidades (AHSD)

Sumário

Weverton Silva, CRP 04/54978
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Superdotação: uma condição complexa e frequentemente mal compreendida

A superdotação é, muitas vezes, tratada de forma simplificada — reduzida à ideia de um QI elevado ou a desempenhos escolares excepcionais. No entanto, essa visão ignora a profundidade e a diversidade de manifestações que compõem o fenômeno. Superdotação não é sinônimo direto de “altas habilidades”, embora os dois conceitos estejam interligados.

Superdotação e Altas Habilidades: não são a mesma coisa

Superdotação é uma condição psíquica que envolve um funcionamento cognitivo, emocional e comportamental qualitativamente diferente, e que pode se manifestar em uma ou mais áreas de talento. Já o termo “altas habilidades” é uma forma mais ampla e educacionalmente adotada para reconhecer diferentes expressões de potencial elevado — intelectual, criativo, artístico, psicomotor, entre outros.

Nem toda pessoa com uma habilidade muito desenvolvida em determinada área apresenta o conjunto de características que define a superdotação como estrutura de personalidade. Por outro lado, a pessoa superdotada pode não ter todas as condições externas para desenvolver plenamente suas habilidades e, por isso, passar despercebida.

Saiba mais na Wikipedia.

O papel do psicólogo especialista em Superdotação

O psicólogo com formação e experiência no atendimento a pessoas superdotadas compreende que não se trata apenas de identificar um “alto desempenho”, mas de reconhecer uma forma peculiar de sentir, pensar e estar no mundo. Esse profissional é essencial para diferenciar superdotação de outros perfis e transtornos, além de oferecer suporte clínico ajustado às demandas emocionais e existenciais dessas pessoas.

Além disso, esse tipo de acompanhamento permite compreender como esse funcionamento se manifesta ao longo da vida, influenciando relações, escolhas profissionais, percepção de si e modos de lidar com frustrações, limites e expectativas. A atuação especializada contribui para uma leitura mais precisa da história do sujeito, evitando interpretações reducionistas e favorecendo intervenções mais adequadas e eficazes.

Sem reconhecimento adequado, surgem riscos

Quando não é corretamente identificada, o indivíduo pode ser mal diagnosticado com transtornos como TDAH, ansiedade ou depressão, levando a intervenções equivocadas e ineficazes. Isso ocorre porque, frequentemente, os sinais emocionais e comportamentais da superdotação são interpretados como sintomas patológicos — quando, na verdade, são expressões de um modo de funcionamento singular.

A complexidade da manifestação da superdotação

A superdotação pode se manifestar de diferentes formas, de acordo com a idade, o ambiente e os estímulos recebidos. Em crianças, pode envolver:

  • Curiosidade incomum e sede intensa por conhecimento;
  • Vocabulário avançado e linguagem sofisticada;
  • Forte senso de justiça e questionamento de regras;
  • Facilidade para aprender e necessidade de desafio constante.

Em adultos, os sinais nem sempre são evidentes. Muitas vezes, o sofrimento se expressa em forma de angústia existencial, sensação de deslocamento, pensamento acelerado ou intensa sensibilidade emocional. A falta de nome para esse funcionamento pode gerar anos de frustração, sensação de inadequação e dificuldades de identidade.

Mitos comuns

É fundamental combater as ideias equivocadas que cercam esse tema, como:

  • “Todo superdotado tem bom desempenho escolar”
    (Muitos se desmotivam com o ensino tradicional pouco estimulante);
  • “Superdotados não têm problemas emocionais”
    (A hipersensibilidade emocional é uma das marcas mais comuns desse perfil);
  • “Ser superdotado é garantia de sucesso”
    (Sem apoio adequado, o potencial pode ser desperdiçado e até tornar-se fonte de sofrimento).

A importância da avaliação psicológica especializada

A avaliação psicológica feita por um profissional especializado em superdotação vai além de testes de QI. Envolve compreender o sujeito em sua totalidade — suas motivações, suas dores, sua forma de pensar e sentir. Por isso, são utilizadas ferramentas que avaliam não apenas cognição, mas também criatividade, personalidade, afetividade e aspectos adaptativos.

Mais que identificação: uma oportunidade de autocompreensão

Receber uma devolutiva bem conduzida sobre superdotação pode ser libertador. Para crianças, isso permite intervenções precoces e adequações educacionais. Para adultos, oferece sentido às experiências de vida, muitas vezes marcadas por incompreensão e sensação de inadequação.

Esse processo favorece a construção de uma narrativa mais coerente sobre a própria história, auxiliando na compreensão de dificuldades recorrentes, escolhas feitas ao longo do tempo e padrões emocionais que antes pareciam desconexos. A partir dessa leitura mais clara, torna-se possível reduzir a autocrítica excessiva, fortalecer a identidade e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com expectativas internas e externas.

Tratamento psicológico: cuidando da subjetividade da superdotação

O tratamento psicológico não busca “corrigir” a superdotação — e sim promover o bem-estar psíquico, o desenvolvimento da identidade e o uso saudável do potencial. Entre os temas frequentemente abordados em terapia, estão:

  • Sensação de isolamento ou “não pertencimento”;
  • Perfeccionismo e autocrítica exacerbada;
  • Questionamentos existenciais desde a infância;
  • Dificuldade em lidar com estruturas rígidas e ambientes limitadores.

Um acompanhamento sensível e contínuo faz a diferença

Por se tratar de um funcionamento que impacta todos os âmbitos da vida, a superdotação não é algo que se “resolve” com uma única intervenção. O acompanhamento contínuo, especialmente em momentos de transição (como adolescência, escolhas profissionais, maternidade/paternidade, etc.), oferece suporte e previne quadros de sofrimento prolongado.

Conclusão: superdotação é mais do que talento — é estrutura

Tratar superdotação apenas como um “dom” ou “habilidade acima da média” é negligenciar sua profundidade. Envolve uma estrutura de funcionamento psíquico e afetivo que merece ser acolhida com escuta qualificada. Contar com um psicólogo especialista em superdotação é um passo fundamental para viver esse perfil com mais clareza, leveza e autenticidade, capaz de identificar com precisão as nuances desse perfil e oferecer o suporte psicológico necessário para que o superdotado se desenvolva de forma equilibrada, respeitando sua individualidade.

Se você é adulto e sente que tem um funcionamento mental mais intenso, questionador ou fora do comum, ou se busca respostas para sensações frequentes de inadequação, ansiedade ou sobrecarga emocional, é hora de buscar apoio especializado.

Agende uma consulta com o psicólogo Weverton Silva, profissional com ampla experiência na avaliação e tratamento psicológico de adultos com Superdotação / Altas Habilidades. Sua jornada de autoconhecimento e equilíbrio pode começar agora.

Perguntas e respostas para esclarecer dúvidas comuns (FAQ)

O que está em jogo nesse tipo de funcionamento?

Em geral, trata-se de um modo de funcionamento mental mais intenso, rápido e profundo, que envolve pensamento complexo, sensibilidade emocional elevada e forte necessidade de compreensão do sentido das experiências. Não se resume a inteligência alta, nem garante adaptação fácil aos contextos comuns.

Isso é o mesmo que ter uma habilidade acima da média?

Não necessariamente. É possível apresentar alto desempenho em uma área específica sem esse tipo de funcionamento global. Da mesma forma, pessoas com esse perfil podem não ter tido oportunidades ou contextos favoráveis para desenvolver plenamente suas habilidades.

Por que tantas pessoas recebem diagnósticos equivocados?

Porque esse funcionamento pode gerar comportamentos que se parecem com sintomas: inquietação, ansiedade, distração, intensidade emocional ou questionamentos constantes. Sem uma escuta qualificada, essas manifestações acabam sendo lidas como transtornos.

Como costuma aparecer na vida adulta?

Muitas vezes aparece como sensação de inadequação, pensamento acelerado, dificuldade em se adaptar a ambientes rígidos, insatisfação recorrente e questionamentos existenciais persistentes, mesmo quando a vida “funciona” externamente.

O que muda ao buscar um acompanhamento especializado?

Muda a leitura do próprio funcionamento. Em vez de tentar se encaixar à força, a pessoa passa a compreender seus limites, necessidades e potencialidades, construindo formas mais saudáveis de se relacionar consigo, com os outros e com o mundo.

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