Por Weverton Silva, Psicólogo Online

Superdotação na vida adulta: artigo publicado na Mensa UK

Sumário

Recentemente publiquei um artigo na Cognito, newsletter oficial do Psychology Special Interest Group (SIG) da Mensa UK, na Issue 264 – January 2026.

O texto, intitulado “Giftedness in Adulthood: Hidden Trajectories and Expanded Modes of Functioning”, discute a superdotação na vida adulta a partir de uma perspectiva clínica e psicológica, afastando-se de uma compreensão restrita à infância, ao desempenho escolar ou a escores de testes de inteligência.

Superdotação na vida adulta além da infância e do QI

Quando se fala em superdotação, ainda é comum associá-la exclusivamente à infância, à escola ou a desempenhos acadêmicos excepcionais. No entanto, na vida adulta, esse funcionamento tende a se expressar de forma mais sutil, difusa e, muitas vezes, sem reconhecimento explícito.

No artigo, discuto como muitos adultos superdotados passam anos — ou décadas — sem encontrar uma linguagem que dê sentido à forma como pensam, sentem e percebem o mundo.

Modos de funcionamento cognitivo, emocional e relacional

Ao longo do texto, abordo como a superdotação pode se manifestar como um modo específico de funcionamento psicológico, perceptível em padrões recorrentes de pensamento, sensibilidade emocional, intensidade e relação com o ambiente.

Essas características, isoladamente, não definem superdotação. No entanto, quando observadas em conjunto e ao longo da história de vida, passam a fazer sentido como expressão de um mesmo funcionamento.

Intensidades, sobre-excitabilidades e masking

Um dos pontos centrais do artigo é a discussão sobre intensidades psicológicas e sobre-excitabilidades, frequentemente descritas por adultos superdotados como viver “com o volume interno mais alto”.

Também abordo o fenômeno do masking — a camuflagem adaptativa — no qual a pessoa, muitas vezes sem perceber, aprende a atenuar aspectos do próprio funcionamento para se ajustar a contextos sociais, profissionais ou familiares. Essa adaptação costuma ter um custo subjetivo importante: a perda gradual de contato com o funcionamento natural.

Referências teóricas e escuta clínica

O artigo dialoga diretamente com contribuições centrais de Joseph Renzulli, Françoys Gagné e Kazimierz Dąbrowski, integrando modelos teóricos consolidados, escuta clínica e experiência subjetiva.

A discussão é sustentada por referências clássicas e desenvolvimentais da literatura sobre altas habilidades/superdotação na vida adulta, sem reduzir o fenômeno a categorias diagnósticas ou hierarquias de valor.

Destaque editorial e contexto da publicação

A publicação integra uma edição da Cognito dedicada a temas como inteligência, funcionamento psicológico e experiências subjetivas na vida adulta, tendo sido destacada no editorial de abertura da newsletter.

Considerações finais

Esse trabalho reflete um compromisso contínuo com uma compreensão mais precisa, adulta e não patologizante da superdotação, especialmente quando ela se expressa fora dos modelos tradicionais, escolares ou exclusivamente psicométricos.

O artigo completo pode ser acessado diretamente na Cognito, publicação do Psychology SIG da Mensa UK:

Ler artigo completo (Cognito / Mensa UK)

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